Teatro com novos olhos

Para esse post do “Cultura já!” eu não sabia como faze-lô só sabia que precisava escreve-lô.

Fiquei um bom tempo em dúvida se escrevia aquelas definições complicadas e rebuscadas que se vê em dicionários ou então aqueles lindos poemas difíceis de dizer ao certo se você realmente os entendeu. Não importava o que escrevia, tudo parecia antiquado ou sem perspectiva.

Entretanto com uma recente experiência no palco uma luz se acendeu. Ora! A maioria que vai ler esse post deve ter ido no teatro pelo menos uma vez na vida! Sabem como é a expectativa e as luzes diminuindo e diminuindo até enfim apagarem, devem conhecer as três campainhas e o agradecimento final. Mas será que conhecem o teatro na visão de que vai se apresentar, de quem está lá no palco?

Foi aí que me decidi! Vou descrever para vocês como é o teatro com outros olhos.

” Você acaba de chegar mas ainda não caiu a ficha. Olha para o palco vazio e não se visualiza como platéia. Ainda falta algumas horas para o espetáculo, mas parece uma eternidade. Todos estão lá se preparando.

Conforme o tempo passa o controle se esvai. Queremos, no entanto, ao mesmo tempo receamos que talvez não estejamos prontos. Mas nós ensaiamos! E se esquecermos, errarmos? Será que foi o suficiente?

E quando você volta a razão, todos parecem se acalmar e (quase) se convencer de que tudo vai dar certo, você ouve… São vozes que se confundem, passos de quem chega e, ao máximo possível, você tenta se controlar.

Poucos minutos depois uma voz avisa “É hora!” e se sabe que não tem mais volta. Você está suando, seu estômago revirando e seu coração não sabe se acelera ou para de bater. Assim que as luzes se apagam e os burburinhos cessam. Uma voz ecoa em sua mente: é hora…

Uma passo a frente e você está no palco é a sua vez e você se lembra do que deve fazer com alguns deslizes, às vezes, mas nada que um improviso não resolva. Então você sai e… Não dá para pensar! Você tem que se arrumar para a próxima cena!

E assim vai, na troca de olhares entre as falas, sem perceber você muda, vira, se transforma, se diverte. A cada fala um sentimento. A cada marcação uma nova perspectiva. A cada cena uma vitória.

Mas logo acaba a peça e uma sensação de prazer incomparável toma conta de você porque… Você conseguiu! Nós conseguimos! Portanto, ao passo que essa alegria nos preenche, vem junto uma sensação de tristeza e decepção porque acabou… Foi tão rápido! Era para ser assim?

Depois das conversas, parabenizações e saudações você se vê no mesmo lugar que começou: na frente do palco sem se ver como plateia, talvez até sem saber como a peça foi desse ângulo, porém uma coisa está clara em sua mente, o desejo de voltar a subir naquele palco e dar o seu melhor mais uma vez.”

Pra você, leitor, só tenho a dizer uma coisa: teatro abre as portas para uma nova realidade, folheia as páginas de um grande e infinito livro de histórias. O teatro lhe desperta todo o tipo de emoções assim como desperta outras mil para quem, no palco, lhe transmitirá essas narrativas.

Aqui é Beatriz, trazendo uma nova perspectiva e uma dica para que leu esse post: teatro é emoção.

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